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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A Vida que deveria ser

Pode ser

Pode ser, uma estrela da noite
Brilhando sob você
Pode ser, quando a escuridão cair
Seu coração será a verdade
Você caminha ao longo da estrada
Oh quão longe você está de casa

Escuridão tem vindo
Acredite e você encontrará seu caminho

Escuridão tem caído
Uma promessa vive, dentro de você

Pode ser, o chamado da sombra
Voará para longe
Pode ser, sua jornada
Para iluminar o dia
Quando a noite se vai
Você pode se elevar para encontrar o sol

Escuridão tem vindo
Acredite e você encontrará seu caminho

Escuridão tem caído
Uma promessa vive dentro de você
Uma promessa vive dentro de você
tradução da música 'May It Be' de Enya

A vida é assim...

Caminhar, seguir adiante e ir além não é simples. É difícil e pesaroso...

O desespero da desesperança nos assola, nos comprime em um mundo de tristezas e nos faz sentir que é impossível continuar.

Mas então, percebemos que clarear a escuridão que está diante de nossos olhos, para então darmos o próximo passo, é antes de tudo enfrentar a si mesmo.

Até onde a culpa de nossas infelicidades habitam fora de nós?

Até onde a escuridão que nos circunda emana de outros?

Escuridão densa e nefasta, que habita nossos corações.
Escuridão, entranhada dentro de nós, cheia de ilusões, amarguras e dores.
Escuridão que nos cega e é alimentada pouco a pouco pelo nosso egoísmo, raiva e tristezas...

Encontrar o seu 'sol', o seu 'caminho', é apenas para os bravos!

Pois antes de enfrentar um mundo de dasafios, temos que encarar uma outra realidade, muito mais devastadora e cruel: os nossos próprios demônios, reais e imutáveis.

Supor alguém totalmente puro ou mal é supor que o Universo não seja um Equilíbrio.
Supor que somos simplesmente bons ou perversos, é supor que somos perfeitos.

Aceitar que somos únicos, mas repletos de dubiedades, é o primeiro passo para desvanecer nossas escuridões pessoais.


Mais do que entender essas palavras, soltas ao vento, sinta, ouça, transcenda...

domingo, 31 de janeiro de 2010

Por que tristeza?

Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar (...)
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor


Como o poeta Vinícius de Moraes sabia muito bem, a vida é uma dádiva, um presente entregue graciosamente por Deus a cada um de nós, pronta para nos ensinar e nos fazer melhores.

A felicidade, fluída e delicada como a gota de orvalho, é um bem delicado, frágil, que devemos zelar e cuidar, sob a pena de não sermos mais merecedores de sua Graça.

Sentir a felicidade desta forma está longe, muito longe, de sermos amargos, pessimistas. Ao contrário, fazê-lo é respeitar, reverenciar a vida.

Como nos versos do poeta, a felicidade requer boa vontade e energia de cada um de nós, empenhados em tê-la ao nosso lado. Ações, visões, transformações são imperativas, a cada dia, a cada segundo de nossas vidas, para termos a Felicdade ao nosso lado. A Tristeza não.

Cabe aos acomodados, inertes na vida, contemplarem a tristeza de forma passiva, amargurados em sua auto-piedade de que, como em um destino perverso, as sombras de suas decepções o acompanharão.

A Felicidade é algo que se alcança. A Tristeza é algo que se acompanha.

Ser feliz ou ser triste, antes de qualquer coisa, reside com que gana, com que chama seguimos na vida.

Cuidar com zelo do nosso presente divino - a vida - e respeitar seus obstáculos e antes de mais nada buscar a felicidade, final ela é leve como uma pluma e precisa qua haja vento sem parar.

Carta Anônima

Nora,

Te escrevo hoje por uma razão simples, corriqueira mas às vezes tão complicada para nós: te amo.

Sei que há um despropósito nisso tudo, uma sem-razão de existir, mas ainda assim, te amo, e é simples assim.

Sei que pode parecer superficialidade minha dizer isso assim, sem entorno, sem ambiente - pode paracer frugal e leviano, mas as coisas simples não requerem complexidades para serem ditas com verdade.

As minhas ausências e os meus esquecimentos podem - aparentemente (digo!) - contradizer minhas linhas acima, mas acredite! É real.

Mãe, tenho certeza de que me ama de maneira totalmente diferente da forma que te amo.

O amor é cheio de expectativas, de cobranças e sinto o quanto te decepciono e te iludo, o quanto te entristeço ao não ser quem você esperava que eu fosse.

Te amo com ternura, te amo com as lembranças de carinhos e brincadeiras de um infância que não volto mais.

Mas as nossas escolhas nos fizeram independentes, a parte, e assim é meu amor por você.

Entendo sua frustação, sua tristeza, ao me sentir distante da filha presente e companheira que você tanto sonhou. mas não nos culpemos.

Decidimos, em cada pequeno ato que tomamos no passado presente, que as coisas seriam assim.

Não temos que nos cobrar (e nos culpar) que as coisas sejam diferentes, pois não serão. Não se reconstrói um tempo que já passou.

Temos sim que boiar, nos soltar no amor que sentimos uma pela outra.

Um amor de hoje, um amor real, e não um amor que sonhamos ter.

Nunca se esqueça disso, mãe...liberte-se e seja feliz.

Beijos de sua filha

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