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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A Perfeita Ilusão

Onde está o nosso mundo ideal?

Onde estão todas aquelas coisas perfeitas que idealizamos para nós?

Às vezes penso que todos nós, cada ser humano que vive ou já viveu sobre a face da Terra, possui o sonho de uma realidade perfeita, apenas para alimentar a nossa esperança e nos fazer andar, seguir adiante.Como se a esperança fosse um sentimento idealizado pelo Criador, especialmente para nos manter vívidos.

Se não fosse a certeza, ainda que fugaz e perseverante, de que alcançaremos o nosso Éden particular, não seguiríamos batalhando, lutando contra tudo, todos e antes, contra nós mesmos.

Mas quanto mais vivemos, evoluímos, verdades indissolúveis são jogadas em nossos rostos de modo frio e inexorável. Verdades das quais não podemos nos esconder, da qual não podemos fingir e que nos mostram que as coisas não são exatamente como imaginávamos.

Não somos tão virtuosos assim, belos ou perspicazes. As pessoas não são assim tão boas e confiáveis e nem sempre o mundo nos permite fazer o que sabemos e gostaríamos de fazer.

Uma verdade que dói enxergar.

Mas ainda assim, continuamos sempre em frente, repletos de uma esperança vã e ardorosa.

Será então que não existem mundos ideais? Será então que devemos decretar a extinção da Esperança?

Devemos parar de sonhar?

Não.

A esperança é o combustível das almas.

Sonhar não é errado. Mas exigir um mundo perfeito é.

O perfeito não pode e não deve ser um conceito absoluto.

Não podemos exigir vidas perfeitas se quem as constrói são pessoas totalmente imperfeitas, ou seja, nós - cada um de nós.

Existem sim as realidades mais perfeitas possíveis, ou seja, dentro de nossas perspectivas, cheias de limitações e imprefeições, termos o melhor possível para nós.

Ter o melhor que se pode extrair do mundo, das pessoas e de nós mesmos é a perfeição em si mesma, já que com esta sim podemos sonhar e ter a certeza de que iremos alcançar.

A perfeição ideal, é a perfeição real - uma perfeição construída por cada um de nós para si mesmo.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A Morte do Romantismo

Não, não decretei a morte do romantismo.

Não, não sou uma daquelas pessoas amargas, cercadas por desilusões, e tão deprimidas que desejam espalhar a sua 'peste' para tudo e todos...

Mas um pensamento me acompanha...será que vale a pena saber a verdade? Verdade sobre as pessoas, sobre seus sentimentos? Verdades sobre nós mesmos?

Será que descobrir a realidade, nua e crua, e não uma 'realidade' inventada, onde nossos desejos se transmutam em concreto, é perder o romantismo, é perder uma doce ingenuidade?

A cada nova descoberta que faço sobre as engrenagens da vida - o que leva as pessoas a determinadas ações, o desvendar de mentiras, de falsidades - me sinto amargamente feliz por saber que agora sou melhor, mais experiente e realista.

Mas a devassidão causada por estas descobertas - que sujam e devastam a nossa alma - me fazem crer que nada assim é tão belo. Que nada é assim tão lírico, romântico.

Se um homem é capaz de usar belas palavras apenas para levar uma garota para a cama, assim como uma mulher se permite exibir seu corpo para conseguir favores, onde estará o romantismo?

Não há pessoa perfeita, isso é fato, e mesmo a mais bem intencionada das criaturas comete suas falsidades e deslizes...então não poderíamos acreditar no amor?

Esse sentimento por muito tempo me confundiu e hoje, mais calma, percebo que o preço por correr em busca da verdade é alto, mas nos traz a certeza de que quando encontrarmos o amor, este será concreto, real e não uma ilusão.

E aí então poderemos re-viver o Romantismo.

 
Fractal 
a expressão de que o que parece complicado pode ser simples

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Complicado?

Carrego comigo uma certeza: não é possível que a vida, o universo seja tão complicado assim!

Todas as coisas realmente eficientes, que funcionam são fáceis de compreender em suas essências, em suas engrenagens. É claro que me refiro à ' Casa de Máquinas' das estruturas, ou seja, o porquê, o propósito das coisas.

Os 'comos', estes sim podem ser complicados. Como o universo surgiu, como seria uma viagem no tempo ou como uma célula se divide, isso sim é tudo muito complicado. mas o porquê disto tudo certamente possui uma simplicidade que nos supreende. Para além do mundo exterior, onde buscamos explicações para todos os fenômenos, esta simplicidade também se estende ao nosso mundo interior, de cada um de nós

Quantas vezes não tentamos buscar uma explicação para um evento, um acontecimento e de repente nos deparamos com uma verdade simples e cristalina, que nos choca com a sua obviedade...e pensamos:
É claro! Só podia ser assim!
O óbvio só depende da nossa visão, do quão sóbreos estamos para enxergar além do que está à frente dos nossos prórpios olhos. O universo, as pessoas, os sentimentos, tudo é simples, tudo é claro e, especialmente, a verdade sobre elas sempre esteve e sempre estará bem na frente dos nossos olhos. Só cabe a nós desejar verdadeiramente abrir os olhos...e ver

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